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Exercício 3 – História da Educação

Claudio de Moura Castro (2013, p. 39-40) fala sobre as dificuldades enfrentadas no Brasil em instituir uma educação de qualidade desde o Ensino Básico até o Ensino Superior. Dentre essas críticas estão a falta de qualidade no Ensino Básico e a falta de união entre as pesquisas científicas que são desenvolvidas e reconhecidas internacionalmente, mas que não são utilizadas como fonte de dados para o desenvolvimento da educação básica. Nesse sentido, conforme as ideias do autor, assinale a alternativa correta:

A. A aprendizagem da leitura é irrelevante no processo educativo.

A aprendizagem da leitura é o principal instrumento no processo educativo.

B. O sucesso dos anos recentes na universalização do ensino inicial foi acompanhado pela qualidade do ensino.

Conforme o autor, apesar do espetacular sucesso dos anos recentes na universalização do ensino inicial, o desafio da qualidade ainda precisa ser resolvido.

C. A batalha da qualidade no nsino básico foi vencida, resta-nos a meta da quantidade de vagas proporcional à população.

Inversamente, a batalha da quantidade foi vencida, porém, quanto à qualidade, há muito a ser realizado.

RESPOSTA CORRETA! D. A comunidade dos educadores não acredita em educação baseada em evidência científica, ou seja, em resultados de pesquisas.

Conforme o autor, as evidências científicas, resultado de abundante pesquisa existente, não são utilizadas como critério para decidir o que é boa prática e o que é superstição ou mito.

E. Os recursos dedicados pelo Estado ao Ensino Superior correspondem, por aluno, a um sexto daqueles dedicados à educação básica pública.

Ao contrário, os recursos dedicados pelo Estado à educação básica correspondem, por aluno, a um sexto daqueles dedicados ao Ensino Superior público.




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Exercício 2 – História da Educação

Leia atentamente os textos a seguir:

Texto I
Segundo Dourado e Oliveira (2009), uma das discussões atuais sobre a qualidade da educação tange à questão do que se entende por educação. Segundo os autores, alguns teóricos conservadores restringem a educação às diferentes etapas de escolarização, seguindo uma matriz escolar. Contudo, para outra parte da sociedade, mais progressista, entende-se a educação como espaço múltiplo, que permite compreender os diferentes atores, espaços e dinâmicas formativas, efetivado por meio de processos sistemáticos e assistemáticos.

Texto II
Segundo o Ministério da Educação (1998), os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) foram elaborados procurando, de um lado, respeitar as diversidades regionais, culturais e políticas existentes no país e, de outro, considerar a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras. Com isso, pretende-se criar condições, nas escolas, que permitam aos nossos jovens ter acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários ao exercício da cidadania.

A respeito desses dois textos, pode-se entender que:

A. O texto I defende um ensino de qualidade pautado em uma educação mais sólida e conservadora, enquanto o texto II apresenta um modelo sofisticado de educação.

O texto I não se posiciona quanto ao melhor modelo; ele apenas apresenta dois modelos que são defendidos por linhas opostas de pensamento, sendo uma conservadora e a outra progressista.

B. Segundo o texto I, o sistema educacional que tem um modelo mais conservador de ensino tem melhores resultados do que o modelo progressista de ensino.

O texto não fala de resultados; ele apenas apresenta dois modos de entender a educação.

RESPOSTA CORRETA! C. Segundo o texto II, os PCN’s estão de acordo com uma proposta mais ampla, inclusiva e dinâmica, ou seja, progressista.

Conforme expresso no texto II, os PCN´s foram elaborados com o intuito de atender a todas as diferenças, sejam elas culturais, sociais ou regionais.

D. Segundo o texto II, o Brasil tem demonstrado ser o “país da educação”, uma vez que tem apresentado bons resultados mediante os censos realizados no país.

O texto não se posiciona quanto ao melhor modelo ou sobre resultados.

E. Conforme o texto II, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), tem desenvolvido planos educacionais que atendem às demandas da sociedade brasileira, evitando introduzir temas ou assuntos nas escolas que incentivem a desordem ou caos, tais como racismo, política, sexo, etc.

O texto II fala, entre outras coisas, sobre o papel da cidadania, ou seja, da capacidade do indivíduo de respeitar as questões culturais, religiosas e/ou políticas.




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A Educação na Idade Moderna

O Renascimento Cultural foi um movimento que teve início na Itália, no século XIV, e se estendeu por toda a Europa até o século XVI. Os artistas, escritores e pensadores renascentistas expressavam, em suas obras, os valores, as ideais e a nova visão do mundo de uma sociedade que emergia da crise do período Medieval. Sobre a produção intelectual e a educação do Renascimento, é correto afirmar que:

A. grande parte da produção intelectual e artística estava ligada à Igreja. A arte e o saber voltaram-se para o mundo concreto, para a humanidade e a sua capacidade de transformar o mundo.

Os intelectuais do Renascimento buscavam superar as contradições do pensamento religioso medieval e legitimar um saber secularizado. A educação a partir de bases naturais não religiosas estava interessada na difusão dos valores burgueses e na legitimação do capitalismo como modo de produção.

B. o traço marcante do Renascimento era o existencialismo. Baseado na convicção de que tudo se podia explicar pela razão e pela observação da natureza, tentava compreender o universo de forma calculada e matemática.

Os intelectuais do Renascimento buscavam superar as contradições do pensamento religioso medieval e legitimar um saber secularizado. A educação a partir de bases naturais não religiosas estava interessada na difusão dos valores burgueses e na legitimação do capitalismo como modo de produção.

C. a produção intelectual do Renascimento busca reforçar as contradições do pensamento religioso medieval e legitimar um saber secularizado.

Os intelectuais do Renascimento buscavam superar as contradições do pensamento religioso medieval e legitimar um saber secularizado. A educação a partir de bases naturais não religiosas estava interessada na difusão dos valores burgueses e na legitimação do capitalismo como modo de produção.

D. a educação dava-se a partir de bases religiosas, estando interessada na difusão e na legitimação do capitalismo como modo de produção.

Os intelectuais do Renascimento buscavam superar as contradições do pensamento religioso medieval e legitimar um saber secularizado. A educação a partir de bases naturais não religiosas estava interessada na difusão dos valores burgueses e na legitimação do capitalismo como modo de produção.

RESPOSTA CORRETA! E. a produção intelectual do Renascimento buscava superar as contradições do pensamento religioso medieval, e a educação estava interessada na difusão dos valores burgueses.

Os intelectuais do Renascimento buscavam superar as contradições do pensamento religioso medieval e legitimar um saber secularizado. A educação a partir de bases naturais não religiosas estava interessada na difusão dos valores burgueses e na legitimação do capitalismo como modo de produção.




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Contribuições do Pensamento Pedagógico Crítico e Progressista

A pedagogia crítica, conhecida como crítico-social dos conteúdos, ou pedagogia histórica-crítica, tem suas propostas enquanto tendência pedagógica desenvolvidas, no Brasil, por Dermeval Saviani. Para produzir as ideias, Saviani usou diversos autores, como, por exemplo, Marx, Grasmci, Kosik, Snyders, entre outros. Das alternativas a seguir, qual está relacionada com o pensamento pedagógico crítico?

A. A função da escola é preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com duas aptidões individuais. Isso pressupõe que o indivíduo precisa adaptar-se aos valores e normas vigentes na sociedade de classe através do desenvolvimento da cultura individual.

A pedagogia crítica trata-se de um pensamento pedagógico com reflexão política. Defende a compreensão da realidade histórica e social, para que o professor e a escola assumam o papel de mediadores das transformações sociais, principalmente a partir da conscientização sobre a realidade social na qual aluno está inserido.

RESPOSTA CORRETA! B. Preocupação com a função transformadora da educação em relação à sociedade, sem negligenciar o processo de construção do conhecimento fundamentado nos conteúdos acumulados pela humanidade.

A pedagogia crítica trata-se de um pensamento pedagógico com reflexão política. Defende a compreensão da realidade histórica e social, para que o professor e a escola assumam o papel de mediadores das transformações sociais, principalmente a partir da conscientização sobre a realidade social na qual aluno está inserido.

C. Enfatiza os exercícios repetitivos e de recapitulação da matéria, exigindo uma atitude receptiva e mecânica do aluno. Os conteúdos são organizados pelo professor, numa sequência lógica, e a avaliação é realizada através de provas escritas e exercícios de casa.

A pedagogia crítica trata-se de um pensamento pedagógico com reflexão política. Defende a compreensão da realidade histórica e social, para que o professor e a escola assumam o papel de mediadores das transformações sociais, principalmente a partir da conscientização sobre a realidade social na qual aluno está inserido.

D. As atividades são centradas no professor, que conhece os conteúdos, assim, as aulas são preparadas buscando o aprofundamento sem que se leve em consideração os interesses dos alunos.

A pedagogia crítica trata-se de um pensamento pedagógico com reflexão política. Defende a compreensão da realidade histórica e social, para que o professor e a escola assumam o papel de mediadores das transformações sociais, principalmente a partir da conscientização sobre a realidade social na qual aluno está inserido.

E. A escola deve estar voltada para a formação de atitudes, razão pela qual deve estar mais preocupada com os problemas psicológicos do que com os pedagógicos ou sociais.

A pedagogia crítica trata-se de um pensamento pedagógico com reflexão política. Defende a compreensão da realidade histórica e social, para que o professor e a escola assumam o papel de mediadores das transformações sociais, principalmente a partir da conscientização sobre a realidade social na qual aluno está inserido.




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A educação como instrumento do Estado

A primeira reforma educacional no Brasil ocorreu com o Marquês de Pombal, em 1759. Nessa reforma, Pombal visava a acelerar a formação dos indivíduos nativos da colônia em “bons nobres”, ou seja, civilizados. Em 1891, já com a República proclamada, o sistema de ensino sofreu poucas alterações. Logo, a educação continuou relegada ao segundo plano do Estado. Somente em 1934, com o governo de Getúlio Vargas, é que a educação ganhou destaque nas ações do governo. Para tanto, criou-se o primeiro Ministério da Educação, Cultura e Saúde (MEC) com o objetivo de formar um sistema nacional de ensino.

Assim, diante das ações do governo de Vargas sobre o sistema de ensino nacional, podemos afirmar que ele considerava a educação como:

RESPOSTA CORRETA! A. Um instrumento de propaganda ideológica do Estado.

Com a instituição de ministério que fosse integrador no âmbito nacional, poderia assim, difundir, em toda a rede escolar, princípios ideológicos de seu governo populista.

B. Uma forma de gerar a criticidade cidadã nas crianças.

Até 1988, com a nova LDB, a questão da criticidade escolar não era tema aplicado nas escolas. O princípio educacional era de passividade crítica.

C. Uma fonte de conhecimento fecundo na formação dos indivíduos.

O modelo de ensino aplicado na época ficou conhecido por ser um saber livresco, ou seja, ensinava-se apenas o que fosse dado nos livros didáticos.

D. Um local de instrução crítica, política e cidadã do indivíduo.

A escola não era um ambiente que permitisse a abordagem de temas e levassem à criticidade dos indivíduos. Em 1970, Paulo Freire faz duras críticas a esse sistema “bancário de ensino”.

E. Um local de ludicidade, prazer e lazer para as crianças.

A introdução desses valores do ensino lúdico será defendida por Anísio Teixeira, contudo suas ideias serão aplicadas somente na década de 1980.




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Exercício 1 – História da Educação

Segundo Cláudio de Moura Castro (2013), o Brasil foi retardatário ao que se refere ao desenvolvimento de suas escolas. O autor explica que, quando examinamos estatísticas de escolaridade da população como um todo, pelo peso dos mais velhos, ainda estamos abaixo de Paraguai e Bolívia, apesar do enorme crescimento nos últimos anos. Na entrada do século XX, tínhamos por volta de 90% de analfabetismo. Sintomaticamente, Portugal tinha uma proporção pouco melhor do que a nossa. Somente na década de 1990 o Brasil conseguiu universalizar o acesso e a presença na escola da população de 7 a 14 anos. Diante do atraso, foi um feito extraordinário, pela velocidade em que sucedeu. Mas não podemos deixar de registrar o fato de que meramente nos igualamos aos países latino-americanos mais modestos.

Seja como for, “se antes tínhamos uma educação que era pouca e fraca, agora já não é tão pouca”. Com base nessa afirmativa, é correto dizer que:

A. O Governo Federal conseguiu, em pouco tempo, suprir a carência da falta de escola pública no Brasil. Hoje, a lei garante escola para todas as crianças de 07 a 14 anos.

Segundo o autor, “somente” nos anos 1990 é que o Brasil passou a garantir vagas para todas as crianças de 07 a 14 anos. Portanto, não podemos falar “em pouco tempo”.

RESPOSTA CORRETA! B. Apesar de o Brasil ter aumentado o seu número de escolas, de ter criado leis que garantam vagas nas escolas para as crianças de 07 a 14 anos, ainda falta investir na qualidade do ensino.

O Brasil aumentou o número de escolas, contudo, o nível de qualidade ainda é um fator a ser superado. Ainda há falta de investimentos para a educação, para a formação de profissionais da educação, infraestrutura adequada ao ensino e aprendizagem.

C. O Brasil, por ter conseguido avançar nas políticas educacionais do ensino público, alcançou os demais países da América Latina, demonstrando, assim, que o sistema adotado pelo país é melhor e mais eficiente.

Apesar dos avanços do ensino no país, não se pode afirmar que o sistema adotado é melhor ou pior que o dos demais países.

D. O Brasil conseguiu resolver os problemas de atraso educacional, uma vez que adotou uma política mais eficiente.

Essa afirmativa é falsa, uma vez que o analfabetismo ainda é um problema no país.

E. O Brasil alcançou as metas propostas para acabar com o analfabetismo no país até os anos 1990.

O Brasil não alcançou as metas propostas de melhorias na educação nacional. Ainda há muitas críticas e falhas no sistema atual de ensino.