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FAMÍLIA GREIN

A família Grein no Brasil começa com Peter Grein (Pedro Grein), Luxemburguês, nascido em 5 de maio de 1783.

Em 30 de junho de 1828, Peter Grein e sua esposa Ângela Grein (nascida Ernzen) junto de seus filhos: Anna, Mathias, Joannes e Margarida e seu criado Mathias Schuler, embarcam a bordo do veleiro de bandeira alemã “Charlotte Louise” comandado pelo capitão Hermann Wessels, que partiu do porto de Bremen na Alemanha com destino ao Brasil, aportando no Rio de Janeiro em 2 de outubro do mesmo ano, junto das primeiras famílias que mais tarde viriam a constituir as primeiras colônias de imigrantes no estado do Paraná.

Após longa permanência no Rio de Janeiro, mais especificamente em Niterói. A família Grein junto de outras famílias de imigrantes, embarcaram para Santos, onde novamente aguardaram por mais algumas semanas a definição de seus destinos. Sugere-se que a viagem de Niterói a Santos tenha sido feita através da galera portuguesa (barca) chamada “Nova Esperança” em 9 de novembro de 1828.

Por fim, após mais alguns dias em Santos, continuaram a viagem em 30 de novembro de 1828 no navio bergantim americano “Otter” sob comando do capitão R. Scathcart, chegando a Paranaguá no dia 7 de dezembro de 1828 de onde logo seguiram para Morretes, pousando em Porto de Cima, Curitiba, (local no qual ficaram por mais alguns dias), Lapa (Vila do Príncipe) e finalmente em Rio Negro (Capella da Estrada da Matta) no dia 6 de fevereiro de 1829.

Estando aos cuidados do Sargento-mór João da Silva Machado, o “Barão de Antonina”, a família Grein, Bley entre outras, foram convencidas a mudar o destino de ir para o Rio Grande do Sul, para fundar uma colônia as margens do Rio Negro, afluente do Rio Iguaçu na então Província do Paraná.

Tornando-se assim, as primeiras famílias de imigrantes a chegarem e se estabelecerem em Rio Negro/PR em 1829, se destacando tanto no Paraná como em Santa Catarina ora em atividades agrícolas, comerciais e políticas, ora culturais.

Primórdios: A origem dos Grein que chegam até o Brasil, ou até onde os registram mostram e podemos começar é com:

1º – Johann Grein, aproximadamente no ano de 1640, que junto de sua esposa teve três filhos: Stephan Grein, Apollonia Grein (1673-1736) e Peter ? Grein (1675-1738).

2º – Stephan Grein, não se tens registro do ano de seu nascimento, no entanto o mesmo se casou em 29 de fevereiro de 1688 com Anna Maria Kleber, com a qual teve filhos: Stephan Grein (1689-), Anna Maria Grein (1693-), Margaretha Grein (1696-1754), Johann Peter Grein (1700-1773), Anna Catharina Grein (1704-), Nicolaus Grein (1708-), Johann Grein (†1754)

3º – Nicolaus Grein, nasceu em 16 de abril de 1708. Teve três filhos: Anna Maria Grein, Eva Grein e Peter Grein (1735).

4º – Peter Grein, nasceu no ano de 1735. Casou-se em 1753 com Maria Johanna Theis (1727-1787) com a qual teve um filho: Mathias Grein (1753).

5º – Mathias Grein, nasceu em 10 de maio de 1753 em Minden distrito de Bitburg-Prum, na Renânia-Palatinado, Prussia (Atual Alemanha). casou-se com Maria Clemens Fettes (1753), em 12 de fevereiro de 1776, em Echternach, Grevenmacher, Luxemburg e tiveram nove filhos: Mathias Grein (1780-1812), Peter Grein (1783-1861), Anna Grein (1787-1831), Johann Grein (1788-), Anton Grein ( 1790-), Christian Grein (1793-), Georg Grein (1795-1860), Lucia Grein (1796- ) e Susanna Grein (1799-1817) . Faleceu em Minden no dia 15 de março de 1824.

Em resumo: Johann Grein (?) Stephan Grein (?) Nicolaus Grein (1708-) Peter Grein (1735-) Mathias Grein (1753-1824) Peter Grein (1783-1861)

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PETER GREIN (Pedro Grein) patriarca da família Grein no Brasil, nasceu em 5 de maio de 1783 em Minden distrito de Bitburg-Prum, na Renânia-Palatinado, Prussia (Atual Alemanha).

Minden (Renânia-Palatinado) é um município da Alemanha localizado no distrito de Bitburg-Prüm, na associação municipal de Verbandsgemeinde Irrel, no estado da Renânia-Palatinado.

Local próximo a fronteira com Luxemburgo, separado pelo rio Sauer. Casou-se com Angela Ernzen na comuna de Beaufort, distrito de Grevenmacher, no cantao de Echternach, Luxemburgo. Faleceu em Rio Negro, Paraná, Brasil em 26 de agosto de 1861 aos 78 anos de idade. Causa da morte: desconhecida.

Assinatura de Peter Grein

ANGELA ERNZEN, nasceu em 20 de novembro de 1793 em Beaufort, Luxembourg. Casou-se com Peter Grein. Faleceu em Rio Negro, Paraná, Brasil em 12 de junho de 1882 aos 88 anos de idade. Causa da morte, declarada: natural (ás cinco horas da tarde). Enterrada no cemitério da vila onde morava. Seus registro de obtido foi assinado por seu neto, Leonardo Arbigaus.

Assinatura de Angela Ernzen

PETER GREIN e ANGELA GREIN (nascida Ernzen) tiveram dez filhos: Anna Grein, Mathias Grein, Joannes (João) Grein, Maria Magdalena Grein, Michel Grein nascidos em Luxemburgo e José Grein, Leonardo Grein, Eva Grein, Maria Grein, Nicolao Grein nascidos no Brasil.

Anna Grein, nasceu em 1816 Beaufort, Echternach, Grevenmacher, Luxemburgo. Faleceu em 1889 Rio Negro, Paraná, Brazil.

Mathias Grein, nasceu em 1817 Beaufort, Echternach, Grevenmacher, Luxemburgo. Faleceu em 1879 Rio Negro, Paraná, Brasil.

Maria Magdalena Grein, nasceu em 1824 Beaufort, Echternach, Grevenmacher, Luxemburgo. Faleceu em viagem ao Brasil.

Joannes (João) Grein, nasceu em 1819 Beaufort, Echternach, Grevenmacher, Luxemburgo. faleceu em 1890 Rio Negro, Paraná, Brasil.

Michel Grein, nasceu em 1827 Beaufort, Echternach, Grevenmacher, Luxemburgo.

José Grein (1829-1882)

Leonardo Grein (1832-1892)

Eva Grein (1836 – …)

Maria Grein (1834-1912)

Nicolao Grein (1840-1908)

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Miguel José Grein, filho de José Grein por exemplo, foi importante chefe político da região e mesmo do Estado, homem forte durante muitos anos do Partido Republicano. No dia 7 de janeiro de 1881 emergiam na cidade duas figuras cujas famílias e seus correligionários passariam a ocupar cargos de destaque nas próximas décadas: o coronel Miguel José Grein e o capitão Severo José de Almeida, patriarcas das famílias Grein e Almeida. Com eles, Rio Negro via iniciar-se o desenvolvimento da infra- -estrutura que facilitaria o escoamento da produção ervateira e o seu fortalecimento econômico e político. Nos dias atuais, temos Grein na presidência da Cruz Vermelha do Paraná (Lauro Grein Filho), tivemos no Instituto de Assistência ao Menor do Paraná (Newton Grein), tivemos Grein que viraram nomes de ruas em Rio Negro (Osvaldo Grein, José Pedro Grein, Miguel José Grein, Miguel Reliano Grein).

Assinatura de Miguel José Grein

Em Mafra, Santa Catarina tem a Vila Grein e a Escola Leopoldo Grein. Miguel José Grein é também nome de rua em Curitiba. Tivemos Grein prefeitos: Homero Grein (Campo do Tenente), Victor Grein (Guaragi, hoje distrito de Ponta Grossa), Mauri Edgar Grein (Papanduva), Sebastião Grein Costa (primeiro prefeito de Major Vieira). E temos muitos Grein não no nome, mas no sangue. Cite-se apenas um: Liguaru Espírito Santo, filho do coronel Joaquim Floriano do Espírito Santo e de dona Júlia Grein do Espírito Santo. Professor, intelectual dos mais renomados de sua época, foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia de Curitiba, da Congregação Mariana da Catedral de Curitiba, do Centro de Estudos Bandeirantes (com intelectuais católicos). Sua biblioteca foi famosa em Curitiba, sempre aberta aos estudantes. Tem um Grein que foi morto por indígenas, em 1888 na localidade de Rancho Grande, hoje município de Monte Castelo. Há muitos Grein em Santa Catarina: além de Mafra, Papanduva, Monte Castelo, Itaiópolis.